POR UM SISTEMA MULTILATERAL DE COMÉRCIO OPERANTE

A partir dessa quarta-feira, 11 de dezembro de 2019, o Órgão de Apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC) conta com menos de três membros – número mínimo para seu funcionamento. Na prática, isso significa que, apesar de seguir existindo, o Órgão torna-se inoperante a partir de hoje, e impossibilitado de apreciar de novas apelações (e ainda não está claro o que acontecerá com as apelações já em andamento).

Não é o fim do sistema de solução de controvérsias, e não é o fim da OMC. Mas o bloqueio do Órgão de apelação a partir de hoje coloca em xeque todo o sistema multilateral de comércio.

A maioria esmagadora das pessoas sabe pouco ou nada sobre a OMC, e menos ainda sobre o Órgão de Apelação. Reflexo disso é a baixa participação popular em discussões sobre o tema e baixa pressão política para colocá-lo na agenda prioritária dos tomadores de decisão do país. No entanto, o bom funcionamento do sistema multilateral de comércio, ainda que imperfeito (claro) é responsável, em grande medida, pela previsibilidade das regras e avanços significativos na integração comercial global.

O sistema de solução de controvérsias, em particular, é uma conquista importante e foi repetidamente referenciado como a “jóia da coroa” da OMC. Simbolizou, em 1995, a transição de um sistema predominantemente diplomático, que privilegiava as economias mais fortes e reforçava assimetrias entre os países, para um sistema vinculante organizado em torno de regras jurídicas claras. Diversas críticas são compartilhadas por muitos Membros da OMC, desde a morosidade do processo, os altos custos para litigar em Genebra e o excesso de opinião dos juízes do Órgão de Apelação (este último um dos principais argumentos dos EUA para bloquear a segunda instância do sistema).

Aumentou também ao longo dos anos demanda por maior participação de organizações não governamentais nos processos e para o tratamento de novos temas nas negociações no âmbito da OMC. Todas as críticas e sugestões de mudanças, no entanto, parecem refletir a relevância do sistema multilateral de comércio, e o reconhecimento de que a OMC é ainda o único foro mundial capaz de entregar regras claras e horizontais para 164 Membros.

Esperamos que a situação atual seja temporária e contribua para uma reformulação positiva do sistema brilhante criado ao final da Rodada Uruguai. O mundo precisa de uma OMC fortalecida e inteiramente operante. Ficar à mercê de jogos de poder entre os países resultará em perde global coletiva.

A rede Women Inside Trade (WIT) foi fundada em 2017, no Brasil, um dos maiores players da OMC, com um propósito relativamente simples: espaço de fala para mulheres profissionais do setor. A concretização desse propósito é muito mais complexa. Envolve promover a conscientização sobre a desigualdade de gênero persistente e seus malefícios para a própria sociedade. Envolve entender e questionar modelos comportamentais e de estruturas institucionais, e apoiar mudanças profundas em políticas públicas, nas organizações e, em última instância, nas próprias mulheres por meio de debate, conexões e atitudes. A rede, hoje com mais de 250 profissionais no Brasil e no exterior, nasce de três convicções basilares:

  • A igualdade de gênero é benéfica para todos;
  • Importa promover, seja por questões sociais e/ou econômicas, a participação de mulheres profissionais competentes no comércio internacional, seja na academia, nas instituições públicas ou no setor privado; e
  • O comércio internacional tem impacto direto na vida das mulheres, seja pelo empoderamento econômico, seja perpetuando estruturas econômicas perversas.

Nesse sentido, a manutenção do diálogo, o fortalecimento do sistema multilateral do comércio e, essencialmente, dos seus mecanismos institucionais para ajustes e correções às práticas desleais de comércio são fundamentais para o atingimento de nosso objetivo.

* Integram a WIT advogadas, professoras, diplomatas, servidoras públicas de diversos ministérios e agências reguladoras, funcionárias de organismos internacionais e representantes de alto nível do setor privado de diferentes setores da economia brasileira. As opiniões aqui expressas não coincidem necessariamente com a posição das entidades a que pertencem.

Seminário Internacional IASP/WIA/WIT – Interfaces entre Concorrência e Comércio Internacional

IASP_SEMINARIO_INTERNACIONAL-01

17 de outubro de 2019 | das 8h às 16h
Local: Avenida Paulista, 1294 – 19º andar

Valores:
Profissionais
: R$100,00
Estudantes de graduação e pós-graduação: R$ 50,00
(necessário apresentar documento comprovante)

INSCREVA-SE AQUI: https://iasp-loja.lojaintegrada.com.br/seminario-internacional-iaspwiawit-interfaces-entre-concorrencia-e-comercio-internacional

 

PROGRAMAÇÃO

8h – Abertura

Leonor Cordovil (Advogada e Fundadora do WIA)

Verônica Prates (Consultora e Fundadora do WIT)

8h30/10h – Desafios na implementação do Acordo Mercosul-EU: concorrência e comércio

Moderadora: Camila Corvalán (Advogada)

Palestrante: Lígia Dutra (Superintendente de Relações Internacionais da CNA)

Palestrante: Elisa Sardi (Advogada)

10h30/12h – Análise de competitividade: novo governo, nova política?

Moderadora: Carla Junqueira (Advogada)

Debatedora: Juliana Domingues (Universidade de São Paulo)

Palestrante: Mariana Piccoli (Coordenadora-Geral de Interesse Público, do Ministério da Economia)

Palestrante: Mariana Fiordillino (Diretora Jurídica da Novo Nordisk)

12/14h – Almoço no local, com presença de keynote

14h30/16h – Mulheres no comando: desafios e aprendizados

Moderadora: Gabriella Dorlhiac (Diretora Executiva do ICC Brasil)

Debatedora: Márcia Muniz (Diretora Jurídica da Cisco)

Palestrante: Ilana Trombka (Diretora-Geral do Senado Federal)

Palestrante: Adriana Cardinali (Presidente da Cecore – OAB/SP e Diretora Jurídica da Pepsico)

Call for Papers: V Conferência Bienal da Rede Latino-Americana de Direito Econômico Internacional

V CONFERÊNCIA BIENAL DA REDE LATINO-AMERICANA DE DIREITO ECONÔMICO INTERNACIONAL

Retrocessos na ordem econômica internacional: impactos para a América Latina

De 10 a 11 de outubro de 2019

Universidade de ITAM, Rio Hondo, CDMX, México

Chamada de trabalhos – Artigos, painéis e pôsteres

 

A Rede Latino-Americana de Direito Econômico Internacional (Rede LADEI) e o Instituto Tecnológico Autônomo do México (ITAM) anuncia a chamada para propostas de artigos e apresentação para a Conferência LADEI “Retrocessos na ordem econômica internacional: impactos para a América Latina”, a ser realizado entre 10 e 11 de outubro, 2019, no México.

Prazo para apresentação de propostas:                                   30 de abril de 2019

Divulgação dos resultados:                                                          30 de maio de 2019

Prazo limite para envio de artigos e apresentações:           1 de setembro de 2019

A convocatória está aberta a acadêmicos, funcionários governamentais ou de instituições oficiais, profissionais do meio privado, advogados, economistas, experts em relações internacionais ou comércio.

O programa da conferência inclui sessões plenárias, painéis temáticos e apresentação de pôsteres. Os palestrantes das sessões plenárias serão convidados pelo coordenador do LADEI; os expositores dos painéis e pôsteres serão selecionados a partir de uma dupla revisão pelos pares, de acordo com os termos da presente chamada. Os idiomas de trabalho da Conferência serão o espanhol, o português e o inglês.

A fim de promover o debate e fortalecer a rede de contatos entre os participantes, a Conferência irá promover um espaço para discussão prática e/ou resultados de pesquisa avançadas nos seguintes tópicos, ou outros relacionados ao tema da Conferência:

  • História do direito econômico internacional/relações de economia internacional na América Latina;
  • Desafios na América Latina em relação ao ressurgimento de nacionalistas e políticas protecionistas na Europa e nos Estados Unidos;
  • O estado de direito internacional e as políticas nacionalistas no comércio e no investimento;
  • Direito econômico internacional (comércio, investimento, legislação financeira ou monetária) na América Latina ou com ênfase em seus laços com outras regiões;
  • Instituições de integração na América Latina, sua fragmentação e/ou coerência com outras instituições globais;
  • Teoria jurídica das relações econômicas internacionais.

Para mais informações, acesse: Call for Papers (v.02-19)PT, Call for Papers (v.02-19)SPA ou Call for Papers (v.02-19)ENGFinalpdf.

 

Trade made easy! 2 year-anniversary of the TFA

 

*Beatriz Stevens

Advisor for the Commonwealth Small States Office in Geneva
Trade and Investment Facilitation

The first international agreement concluded under the auspices of the World Trade Organization, the Trade Facilitation Agreement (TFA) celebrates this month two years since its entry into force (February 22, 2017). Focused on the streamlining of border and customs procedures and expediting the movement and clearance of goods, its main objective is to facilitate Member’s export and import transactions, with a view to reduce red tape, trade costs and timeframes and ease the flow of goods across borders. By initial estimates, the TFA had the potential to reduce trade costs by an average of 14.3%[1], with export gains potentially reaching between US$ 750 billion and over US$ 1 trillion dollars per annum, with full implementation of the TFA.[2] A landmark agreement and novel in many ways, this provides us with a timely opportunity to assess its achievements so far and outline possible challenges which still remain for countries looking to fully reap the benefits that result from the TFA. As the Trade Facilitation Committee met last week in Geneva to take stock of the progress made so far[3] , the implementation record shows that, while a lot of the implementation efforts have been successfully deployed, there still remains a lot to be done. In that regard, Members should continue exchanging their best practices and national experiences and work with partner agencies and organizations to obtain the required assistance in fulfilling their commitments.

A quick overview of the TFA points out to its success and also provides some indication for the next two years of its application.

The TFA agreement: a change in paradigm

Firstly, the possibility for countries to self-determine their implementation roadmap, through the notification of commitments under the relevant category, are an important aspect of the agreement’s features. When negotiated, the TFA enshrined a new philosophy, in which implementation is segmented on a country level and on a measure by measure basis, taking into account a Member’s capacity to fully adhere to the normative commitments set out in the agreement. This classification of commitments into A, B, C categories provided for a much-needed flexibility on how the agreement was to be incorporated into national policies, allowing Members to modulate their implementation and ensure there is room for implementation on a targeted and fine-tuned way and which responded to Member’s national contexts and abilities. This approach, coupled with the provision of Technical Assistance and Capacity Building– triggered when commitments were to be classified as “C” -, have allowed for a growing corpus of success cases and projects, with Members increasingly sharing their national experiences and best practices for the adoption of trade facilitation measures. As mentioned, these national examples have been an interesting component frequently discussed at the meetings of the Trade Facilitation Committee, the WTO body put in place to monitor the application of the agreement.

With regards to technical assistance and capacity building, numerous agencies and organizations have been providing advice and capacity building assistance for all the stages involved in the implementation stage of the TFA, which are a clear sign that a lot can be achieved through international cooperation and coordination. The technical assistance component of the TFA is also a recognition that developing Members will face higher challenges when implementing the agreed upon rules, and thus the need to provide them with an institutional framework that allows them to have access to potential donors and agencies for them to fully implement TFA obligations. These Technical Assistance projects will be adjusted to meet the recipient Country’s concrete capacity constraints and implementation gaps, creating a joint ownership environment and ensuring its long lasting effects.

Thus, these two components are a central element for the agreement’s success and could serve as a source of inspiration for other initiatives which aim at promoting “facilitation” lato sensu and the rationalization of regulatory processes, improving a country’s business environment and contributing to a potential increase in its participation in international trade flows.

The TFA two years on: what lies ahead?

According to data provided by the Trade Facilitation Agreement Facility (TFAF)[4], the level of ratification of the TFA stands at 86% today, with 61.7% of the commitments contained therein already fully implemented. In addition, 64 Members have presented 29 notifications under category “C”. Generally speaking, one can qualify these indicators as a success, as countries become increasingly aware of the importance of the agreement and how to resort to support mechanisms to implement it.

Even with that successful track record of implementation, the same date of its entry into force also marks the deadline for Least Developed Countries (LDCs) to notify their Technical Assistance and Capacity Building needs for the implementation of the measures categorized under “c”. As part of the TFA also relates to awareness-raising and information-sharing, this is an opportunity for Members to show their commitment to the TFA and reach out for international organization and donor countries and explore possible ways to get engagement and implement trade facilitation projects, capitalizing on the current momentum to do so. As such, countries which still have to either perform a detailed needs assessment on what are their main capacity gaps or difficulties in incorporating TF commitments or have understood what their implementation challenges are but haven’t been able to secure the required assistance can liaise with agencies and partners engaged in TF assistance and leverage the necessary support. Likewise, assistance is also provided from key actors and organizations in preparing and submitting a notification or even gathering all the necessary information to obtain resources for a project or even design and execute one. These efforts would help reaching the objective of full implementation of the TFA. In that context, other important deadlines to look out for this year include the 22 August 2019 deadline for LDCs to notify the definitive dates for category C implementation. Next year, three years after its entry into force, LDCs will have to provide the definitive date for their category B commitments as well.

Trade facilitation is also an area which is multi-stakeholder by nature, which implies strong private sector involvement. Traditionally, the private sector is well placed to identify and point out difficulties and hurdles in getting goods across the border. In addition, gains from projects that address changes in the regulatory framework and require training and human capital development involved in international trade will be greatly enhanced if needs will also require that the business community will be able to operate the new procedures, as they will also, ultimately, benefit from the reduction in costs and time promoted by the trade facilitation measure. Thus, national entrepreneurial involvement also contributes to the co-owned or joint-partnership dynamic of Trade Facilitation projects.

Lastly, with the exponential development of new technologies, Trade Facilitation cannot be approached in an isolated manner and should be inserted in a broader context, where potential interlinkages between Trade Facilitation and other issues become increasingly more apparent. In that regard, the relationship between Trade Facilitation and Information and Communication Technologies (ICT) become strategically intertwined, as efforts to develop more streamlined, fast and efficient import and export procedures could also contribute to a higher rate of digitalization and automation of some of those steps. At the margins of the Trade Facilitation Committee in Geneva last week (12-13 February), a technical workshop on the interlinkages between Customs Valuation and Trade Facilitation was held (14 February), and promoted the discourse and dialogue between how implementation of one supports the implementation of the other, and how new technologies can help in these both efforts.

In addition, the TF also has the potential to promote further social and economic development across countries, allowing them to link their TF implementation strategies with, for instance, the achievement of some of the Sustainable Development Goals. The cross-cutting nature of TF can foster the integration of smaller and medium sized companies, arguably the main beneficiaries of trade facilitating measures, or even contribute to empowering of women and promoting gender equality. Resort to Trade Facilitation through the adoption of new technologies would render import and export procedures more efficient, which could also bring about gains from an environmental perspective and potentially contribute to reduce emissions and fight climate change.

Thus, a lot has been achieved, and the potential is still there. These interlinkages should be explored and Members should continue to promote their implementation efforts. The international trade community will definitely be seeing further developments and accompany the future work of the TFA agenda, building up from the accumulated and successful experience of its first two years of application.

[1] World Trade Report 2015: Speeding up trade: benefits and challenges of implementing the WTO Trade Facilitation Agreement, available at: https://www.wto.org/english/res_e/booksp_e/world_trade_report15_e.pdf
[2] Id.
[3] “Members discuss progress and assistance on Trade Facilitation Agreement’s 2nd year”, https://www.wto.org/english/news_e/news19_e/fac_14feb19_e.htm
[4] https://www.tfadatabase.org/

Lançamento do Documentário “Exteriores – Mulheres Brasileiras na Diplomacia”

Mesmo depois de cem anos do ingresso da primeira mulher na carreira diplomática, as mulheres representam apenas 23% do corpo diplomático do Brasil. Para tentar explicar esse número, resgatar a história e discutir a realidade das mulheres brasileiras na diplomacia, o coletivo Grupo de Mulheres Diplomatas produziu o documentário Exteriores – Mulheres Brasileiras na Diplomacia, que será lançado no dia 6 de dezembro, às 19h30, no Espaço Cultural Renato Russo (W3 Sul, 508), em Brasília.

Com duração de 53 minutos e direção de Ivana Diniz, o projeto resgata histórias como a de Maria José de Castro Rebello Mendes, a primeira diplomata brasileira, e de Mônica de Menezes Campos, a primeira diplomata negra, aprovada em 1978. As demais entrevistadas são as diplomatas Vitória Cleaver, Thereza Quintella, Edileuza Fontenelle, Maria Nazareth Farani, Ana Maria Sampaio, Eugenia Barthelmess, Irene Vida Gala, Sônia Gomes e Gisela Padovan, Marise Nogueira, Viviane Balbino, Amena Yassine, Laura Delamonica e Márcia de Menezes Campos, irmã de Mônica Menezes.

Exteriores – Mulheres Brasileiras na Diplomacia é uma realização independente e fruto de financiamento coletivo (crowdsourcing) realizado em junho e julho de 2018. Na ocasião, o grupo reuniu cerca de RS$ 45mil por meio de doações voluntárias para financiar a produção do documentário, que levou seis meses para ficar pronto. O projeto também contou com o apoio da Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB).

O Grupo de Mulheres Diplomatas é um coletivo criado em 2013 e que hoje reúne mais de um terço das diplomatas brasileiras. O documentário não tem qualquer vinculação institucional com o Ministério das Relações Exteriores. As opiniões constantes não devem ser interpretadas como opiniões do MRE.

Ficha técnica:
Exteriores-Mulheres Brasileiras na Diplomacia
Direção: Ivana Diniz
Produção: Argonautas
Direção de arte: Marcia Roth
Edição e finalização: Marisa Rabelo
Roteiro: Ana Beatriz Nogueira e Ivana Diniz

Lançamento Exteriores-Mulheres Brasileiras na Diplomacia
Quando: 6 de dezembro de 2018, às 19h30
Onde: Espaço Cultural Renato Russo (Brasília, W3 Sul, 508)
Entrada gratuita / Aberto ao público

Trailer: https://es-la.facebook.com/ExterioresMulheresnaDiplomacia/
Mais informações/contato: garcia.lais@gmail.com

Open letter to the President-elect, Jair Messias Bolsonaro, and Transition Team

Your Excellency Mr. Jair Messias Bolsonaro, President-elect of the Federative Republic of Brazil,

We congratulate your Excellency on your election. In doing so, we would like to draw your attention to the importance of ensuring female participation in senior management roles within federal public administration, that will be placed under your command starting from January 1st 2019.

The “Women Inside Trade” (WIT) network is a group of approximately 200 women who each possess ample knowledge, experience and skills working within different fields relating to international trade. In holding important positions, both in the public and private sectors, we actively contribute to Brazil’s progress and economic development. Gender inequality brings considerable loss to our economy. Talent built upon hard work, commitment and years of professional and educational development are “wasted” when not put to service of Brazil and its citizens.

With the renewal promoted by your recent election, it is expected that the Federal Government, in cooperation with the private sector, will further facilitate/enable/support enhancing opportunities for women to achieve professional progress in the workforce through meaningful representation in public staff.

Whereas currently women represent 41% of all civil servants in the Federal Executive, they only hold, respectively, 28% and 19% of Senior Advisory and Management positions 5 and 6, in the Brazilian administrative framework (in Portuguese “Direção e Assessoramento Superior” or “DAS” – DAS 5 and 6).

Data collected clearly indicates that there remain significant obstacles to the professional advancement of women in public administration, even when they demonstrably hold the qualification and professional experiences in their areas of expertise and spheres of action.

It is essential to highlight that Brazil has subscribed to international commitments relating to the promotion of gender equality. For instance, within the framework of the 2030 Agenda of Sustainable Development of the United Nations (UN), the country has undertaken to eliminate gender inequality, and further committed to reduce by 25% gender inequality in the job market by 2025 under G20 auspices. In that sense, according to a study published by the International Labor Organization (ILO), the reduction of gender inequality would bring about an incremental increase of 3.3% to Brazil’s GDP over that period. In addition, it is worth mentioning that a recent study published by Mckinsey&Company in January 2018 – Delivering Through Diversity – asserts that gender diversity in a company’s executive team increases chances of profitability by 21%.

Thus, the professional women who are part of the WIT network would like to propose to your Excellency that your government’s hallmark be defined by a greater participation of qualified female professionals in Federal Public Administration positions, aiming to achieve a 50% gender-equality ratio in leadership and senior management positions throughout your mandate whilst encouraging /stimulating/supporting the advancement of this agenda within the Brazilian private sector.

Lastly, we would like to wish you a successful administration.

Brasília, November 8th 2018.

 

WOMEN INSIDE TRADE

 

 * This Open Letter is signed by professors, lawyers, diplomats, civil servants from several ministries and other agencies, staff from international organizations and senior representatives from the private sector accounting for different segments of the Brazilian economy.

*The opinions expressed by the authors do not necessarily coincide with the positions of the institutions to which they are affiliated.

 

 

Founded in 2017, WIT has, today, approximately 200 women from the Federal Government, the Private Sector and academics holding high-caliber positions, in Brazil and abroad, besides a growing network of national and international partnerships. The group aims to provide an open space for dialogue and sharing of practices and information about relevant subjects of international trade, all the while promoting greater participation of women in this field.

 

Carta Aberta ao Presidente Eleito, Jair Messias Bolsonaro, e Equipe de Transição

Excelentíssimo Senhor Jair Messias Bolsonaro, Presidente Eleito da República Federativa do Brasil,

Ao parabenizar Vossa Excelência pela eleição, gostaríamos de registrar a importância da participação feminina nos cargos de gestão da Administração Pública Federal, que estará sob seu comando a partir de 1º de janeiro de 2019.

A rede “Women Inside Trade” (WIT) é um grupo de aproximadamente 200 mulheres que, com ampla especialização em temas de comércio internacional, ocupam importantes cargos nos setores público e privado do Brasil e contribuem ativamente para o progresso e o desenvolvimento econômico do País.

A desigualdade de gênero traz enormes prejuízos à nossa economia. Talentos construídos com base em trabalho sério e anos de estudo são desperdiçados, em vez de serem postos a serviço do Brasil e dos brasileiros.

Com a renovação promovida por sua eleição, espera-se que o Governo Federal, em cooperação com o setor privado, promova oportunidades de ascensão às mulheres em seu quadro de pessoal. Atualmente, embora as mulheres representem 41% do total de servidores no Poder Executivo Federal, o percentual de cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) dos dois níveis mais altos – DAS 5 e 6 – ocupados por servidoras é de 28% e 19%, respectivamente.

Claramente, os dados indicam grandes obstáculos à ascensão profissional das mulheres na administração pública, mesmo com formação profissional e experiência comprovadas em seus ramos de atuação.

Importa observar que o Estado Brasileiro assumiu compromissos internacionais relativamente à promoção da igualdade de gênero. A título de exemplo, no âmbito da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), o País assumiu o compromisso de eliminar a desigualdade de gênero, ao passo que no âmbito do G20 o Brasil se comprometeu a diminuir em 25% a desigualdade de gênero no mercado de trabalho até 2025. Nesse sentido, segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a diminuição da desigualdade de gênero traria um incremento acumulado de 3,3% ao Produto Interno Bruto brasileiro ao longo do período. Note-se, ademais, que estudo publicado em janeiro de 2018 pela Mckinsey&Company – Delivering Through Diversity (Entregando por Meio da Diversidade) – afirma que a diversidade de gênero nas equipes executivas das empresas aumenta em 21% a chance de elas serem mais lucrativas.

Diante desse quadro, as mulheres profissionais que compõem a rede WIT gostariam de propor a Vossa Excelência que o seu governo tenha por marca a ampliação da participação feminina qualificada nos cargos de gestão da Administração Pública Federal, com vistas a caminhar rumo à paridade de 50% nos cargos de chefia ao longo do seu mandato, bem como estimular os avanços dessa agenda no setor privado brasileiro.

Por fim, desejamos a Vossa Excelência uma exitosa gestão.

Brasília, 8 de novembro de 2018.

 

WOMEN INSIDE TRADE

* Assinam esta Carta Aberta professoras, advogadas, diplomatas, servidoras públicas de diversos ministérios e agências reguladoras, funcionárias de organismos internacionais e representantes de alto nível do setor privado de diferentes setores da economia brasileira.

*As opiniões expressadas pelas autoras não coincidem necessariamente com a posição das entidades a que pertencem.

Fundada em 2017, a WIT hoje reúne cerca de 200 mulheres do alto escalão do Governo Federal, do setor produtivo e da academia, no Brasil e no exterior, além de contar com parcerias nacionais e estrangeiras. A rede visa prover espaço aberto de diálogo e troca de experiências e de informações sobre temas relevantes ao comércio internacional, enquanto promovendo a atuação de mulheres no setor. 

Mesa-redonda sobre Comércio Internacional e Eleições 2018

 

eleições
Jornal O Tempo

Prezados leitores,

A equipe Women Inside Trade tem o prazer em convidá-los para a “Mesa-Redonda sobre Comércio Internacional e Eleições 2018“, evento gratuito a ser realizado no dia 26 de setembro, em Brasília – DF.

O debate contará com representantes de alguns dos principais candidatos à Presidência da República do Brasil, os quais debaterão propostas de governo relacionadas à temática de política externa e, mais especificamente, comércio internacional, com vistas a estimular e aprofundar as discussões e apresentar as perspectivas das mulheres do setor.

Confira abaixo a programação completa:

Capturar

Vale dizer que foi realizado contato com todos os candidatos e assessores, mas nem todos tinham agenda para esta data.

Obs.: Inscrições encerradas!

 

Recap Julho e Agosto!

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Julho e agosto foram meses muito especiais para nós e, portanto, merecem um recap!

Começamos o mês de julho entrevistando a embaixadora dos Emirados Árabes Unidos no Brasil, Hafsa Al Ulama, uma mulher inspiradora. Não leu a entrevista? Confira aqui.

Também comemoramos 1 ano de Women Inside Trade e realizamos 2 happy hours bem animados, de muita conexão e networking, em Brasília e São Paulo.

As WITs Renata Amaral e Cristiano Aquino participaram do Columbia Women’s Leadership Program – desenvolvido pelo Columbia Global Centers / Rio de Janeiro –, em que puderam vivenciar, em Nova York, uma semana muito intensa de debates e palestras sobre liderança feminina.

Renata aproveitou a viagem aos Estados Unidos para conhecer Lisa Schroeter, presidente da WIIT (Association of Women in International Trade) em Washington, D.C. e Diretora Global de Comércio e Políticas de Investimento da Dow. Lisa nos apresentou à OWIIT (Organization of Women in International Trade), uma organização global que trabalha para fomentar o comércio internacional e promover o avanço das mulheres no mercado de trabalho. Para nós, foi muito inspirador conversar com mulheres que já trilharam o caminho que estamos iniciando, bem como ouvir suas experiências e orientações. Uma verdadeira aprendizagem!

Nossa fundadora também palestrou no webinar do Rota Global, uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em que ela falou sobre empreendedorismo feminino e inserção no mercado mundial.

Vale dizer também que diversas WITs tiveram espaço de destaque no 3º Seminário de Direito Econômico da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FDRP/USP). O evento foi organizado pela profª. Dra. Juliana Domingues, que além de apoiar a WIT, é uma das fundadoras da rede Women In Antitrust (WIA).

Agosto foi o mês do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX). Marcela Carvalho (WIT e Secretária-Executiva da CAMEX) foi a única mulher a participar do painel que discutiu os fatores para eliminar ou reduzir o Custo Brasil e elevar a competitividade exterior.

Falando nisso, vocês se lembram da nossa petição pública à Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) referente à falta de representatividade de mulheres no ENAEX? Pois não é que o Encontro de 2018 contou com um painel para debater o papel da mulher no comércio internacional? Houve participação de algumas WITs e foi bem bacana! Agradecemos à AEB por abrir esse espaço de discussão.

Obrigada por nos acompanharem! E fiquem atentas às nossas mídias sociais, pois mais ações vêm por aí.

Time Women Inside Trade